sexta-feira, 29 de junho de 2007

Civil War


Matéria tirada do New York Times.

Questões políticas reais e atuais da América se revestirão nas vidas de heróis da Marvel Comics em “Guerra Civil”, uma série mensal de sete edições estabelecida para começar em maio. Na série, as crenças de muito bem-conhecidos personagens da Marvel, incluindo o Capitão América, o Quarteto Fantástico, o Homem de Ferro e o Homem Aranha, serão desafiadas.

A Marvel também publicará uma série relacionada, começando em junho, que está para aparecer a cada duas semanas. Planos para essa série, “Guerra Civil: Linha de Frente”, estão pare serem anunciados pela companhia no sábado, no primeiro Comic-Con de Nova York, um show para consumidores e negociadores comerciais.

Joe Quesada, editor-chefe da divisão Marvel Comics, da Marvel Entertainment, disse que a idéia para “Guerra Civil” apareceu numa das cúpulas criativas da companhia, a qual é usada para avaliar o estado dos heróis. “Estagnação significa morte”, disse Quesada, acrescentando que Stan Lee, o criador de muitos personagens Marvel, freqüentemente aconselhou amontoar problemas para os heróis para mantê-los frescos.

“Guerra Civil” fornece problemas em alto grau. A história abre com um impulsivo vôo entre um novato grupo de heróis (filmando um reality show) e um grupo de vilões. A batalha começa literalmente explosiva, matando alguns dos super-heróis e muitos transeuntes inocentes. Isso cristaliza um movimento do governo para registrar todos os seres superpoderosos como armas vivas de destruição em massa. O subseqüente Ato de Registro dividirá heróis em dois campos, um liderado pelo Capitão América, outro pelo Homem de Ferro. Junto no caminho, a Marvel revelará sua versão da Baía de Guantanamo, combatentes inimigos, repórteres integrados e mais. A questão no coração da série é fundamental: “você abriria mão das suas liberdades civis para sentir-se mais seguro no mundo?”

Histórias em quadrinhos têm uma longa história de reagir com notícias ou as descrevendo. Na década de 40, Hitler e os soldados nazistas freqüentemente batalhavam contra o Capitão América ou o Super-homem (da DC) e a Liga da Justiça. Mais recentemente, super-heróis têm lutado contra a pobreza na África e reagindo a perdas no 11 de setembro. Uma futura história colocará Batman contra a ameaça da Al Qaeda.

Como profundamente embaraçada nas atuais políticas dos EUA como parece a nova série da Marvel, “Guerra Civil” e a companheira “Linha de Frente” não serão escritas por americanos. Mark Millar, um popular escritor de gibis, que é escocês e vive em Glasgow, está escrevendo “Guerra Civil”; Pail Jenkins, escritor britânico que mora em Atlanta e tem uma longo tempo de Homem-Aranha, está escrevendo “Linha de Frente”.

Em uma entrevista por telefone, Millar disse que a natureza da história – um evento cruzado com tramas passando por múltiplos títulos Marvel – tem em vista a coordenação com outros escritores para ter certeza que os eventos e personagens se alinharão corretamente.

Miller disse que a história causaria uma “mudança sísmica” nos heróis da Marvel: “antes da guerra civil, o universo Marvel estava de uma certa forma. Depois da guerra civil, os heróis são empregados pelo governo”. Mas não pense que isso entrega um final. “Algumas pessoas se recusaram a fazê-lo”, ele disse, “e esses caras estão fazendo uma ato ilegal ao fazer tal coisa”.

A “Linha de Frente” de Jenkins irá explorar as ramificações dos eventos na série principal e mais. “Eu tenho absoluta carta branca para abordar o quadro político como existe na América e em todo o mundo”, ele disse por telefone.

Jenkins contará algumas das suas histórias através de um ponto de vista de dois repórteres inclusos. Um trabalha para um jornal com inclinação esquerdista, The Alternative. O outro trabalha para o The Daily Bugle, cujo editor fictício, J. Jonah Jameson, foi ligado a Rupert Mudorch por Jenkins. Jameson tem uma pauta e pressiona seu repórter a cumpri-la.

Jenkins fará algumas combinações suas, usando, em parte, cartas e diários de guerra reais, incluindo o “Diário de Anne Frank” para contar uma história paralela de uma assustada jovem mutante em Manhattan, e o poema da Primeira Guerra Mundial, “Futilidade”, de Wilfred Owen, para uma crônica dos últimos momentos da vida de um herói.

Estão essas histórias pegando muito pesado para leitores de gibis procurando escapar das tensões do mundo real?

Não realmente, disseram os escritores Marvel. “Guerra Civil”, disse Millar, trabalhará em dois níveis: “No núcleo, é metade de heróis da Marvel contra a outra metade”. Mas, acrescentou, “a alegoria política é apenas para aqueles que estão cientes politicamente. Crianças vão ler e apenar ver uma grande luta de heróis”.

*Há alguns números que não foram traduzidos, portanto, estão faltando.


Veja antes: Wolverine Origins
Veja antes: Homem-Aranha: The Other
Veja antes: Dizimação M

5 comentários:

Gabriel disse...

Parabéns pelo blog, mto show...estava mto afim de ler Civil War obrigado.
Só uma obsrvação, parece que esta faltando o arquivo 9, do 8 pula pro 10.
Valew

Anônimo disse...

Cara vi que tem uma conotação politica mas, como ficará a coisa depois dess guerra?

Rômulo disse...

Fala.. cara, muito bom esse blog. Estava querendo ler essa série. Parabéns.
Deixa eu te perguntar.. onde arrumo o numero 9 da Civil War I.
Acho que está faltando na lista.
um grande abraço

andre luis disse...

ei Romulo,

o numero nove pode ser encontrado no seguinte site:http://www.forum.clickgratis.com.br/farra/t-4657.html
mas vc deve se registrar antes...
abraço e boa sorte!!

Artur 13 disse...

segundo a ordem de publicação
qual é o número 9?
vi essa mesma relação em outro blog
mas acho q tá errado lá, pq o número 9 lá é o 10 daqui.
vlw