terça-feira, 12 de junho de 2007

Forgotten Realms - Homeland

"Viaje para a estranha e exótica Menzoberranzan, a vasta cidade subterrânea dos drow e terra natal de Drizzt Do'Urden.
Um dos jovens princípes de uma casa real, Drizzt cresce até à maturidade no mundo vil da sua negra família.
Possuindo uma honra muito além da alcançada numa sociedade completamente destituída de princípios, o jovem Drizzt enfrenta um dilema inevitável. Poderá ele viver num mundo que rejeita a integridade?
"




The Dark Elf Trilogy Begins!


Tenho a honra de trazer para vocês a HQ baseada no romance Forgotten Realms - Homeland, primeira parte da Dark Elf Trilogy. Devo confessar que meu primeiro contato com essa Triologia.
Eu já conhecia Forgotten Realms porém não conhecia seus romances.
Foi justamente por estes scans que tive meu primeiro contato.
No começo achei uma leitura um tanto confusa.
Longe do que eu estava esperando, como muitas informações mal explicadas e uma imensa preocupação com a organização social do mundo subterraneo dos Drows (Elfos Negros, qual tira o ritmo da história.

Porém...
(ainda bem que sou teimoso e continuei lendo!)
...um personagem chamado Drizzt foi tão cativante que me prendeu a atenção, me instigando a acompanhar sua evolução e daih pra frente a história só melhora!

Vale a pena mesmo!!! Deu vontande de rolar uns dados e jogar aquele RPG!!!

Agora estou atrás dos e-books! Se alguém tiver, por favor colabore!!!

Segue abaixo uma matéria (muito boa) que achei na internet.
Qual fala mais sobre o mundo de Drizzt Do'Urden e sobre o autor da Dark Elf Trilogy:


Por que R. A. Salvatore?

Antes de falar a respeito dessa trilogia maravilhosa, permitam-me algumas observações como fã... assim como eu, muitos leitores de todo o mundo devem se perguntar: o que faz de Drizzt um personagem tão especial?
O que torna Salvatore um escritor tão popular?
Para mim, a resposta é muito simples: humanização.

Quando eu abro um romance de RPG, eu espero encontrar algo muito além de estatísticas, algumas lutas e feitos espetaculares, eu espero encontrar aquilo que não está descrito nos livros de cenário de campanha.

Eu quero saber o que o personagem sente, o que pensa, o que o move a fazer suas escolhas, seus conflitos pessoais, seus medos e receios, seus defeitos e fraquezas, o que lhe dá forças... e os livros de Salvatore são cheios de tudo isso.

Talvez tenha sido isso que me fez considerar Salvatore o melhor escritor do universo de Forgotten Realms. Ele consegue fazer com que seus personagens pareçam reais, nos faz enxergar em seus conflitos coisas que encontramos em nós mesmos, a ponto de chegar muito perto de nos convencer de que Drizzt poderia ser real.
E a simplicidade com que faz isso o torna ainda mais fascinante.

Muitos fãs criticam Salvatore por afastar-se demais do que seria o RPG clássico.
Mas devo discordar de todos eles.
Muitas pessoas dizem que Salvatore ‘força a barra’ e transforma seus personagens em heróis dignos de feitos tão absurdos quanto personagens épicos seriam... mas querem ouvir uma opinião sincera?
Não me importa se Drizzt ou Wulfgar poderia ou não ter matado um dragão cujo Nível de Desafio é totalmente fora de cogitação para alguém de seu nível, ou se Catti-brie foi capaz de derrotar um grupo de drows a flechadas, sozinha em uma área de escuridão (ok, confesso que às vezes arregalo os olhos, mas no RPG tudo é possível, não?)... o fato é um só: é praticamente impossível não se apaixonar por Drizzt Do’Urden, não se comover quando ele é impedido de transitar por Lua Argêntea e sente-se destruído ao perceber que talvez jamais seja aceito, não se revoltar quando ele é obrigado a enfrentar seu próprio pai vítima de um horrível sacrifício a Lolth, não se chocar ao descobrir a natureza de sua raça e ao perceber sua incompatibilidade com eles... e nesse aspecto, devo bater palmas para Salvatore. Ele conseguiu dar aos romances de Forgotten o mesmo tom cativante que as Crônicas de Dragonlance (na minha opinião, uma das obras mais brilhantes desse tipo de literatura). Ao contrário de autores consagrados como Greenwood, Salvatore escolheu um caminho diferente de lidar com seu personagem, e foi isso que o tornou tão admirado. Ele transformou Drizzt em um herói palpável, alguém com qualidades e defeitos tão comuns a qualquer um de nós.

A Dark Elf Trilogy, para mim, é o trabalho mais brilhante e fascinante da literatura de Forgotten Realms. Diferente de qualquer coisa do gênero ou até mesmo de qualquer outro trabalho de Salvatore, essa trilogia nos mostra uma realidade que faz com que cerremos os dentes e baixemos nossas cabeças: nada do que você jogou, leu ou ouviu falar dos drows é realmente tão impressionante quanto a descrição que Salvatore nos dá. Conforme cada página é virada, somos inevitavelmente transportados para junto de Drizzt, tomados por um misto de fascínio e terror envolventes que nos farão enxergar os drows com outros olhos – e a considerar Salvatore um dos autores de fantasia mais brilhantes que conhecemos.

Por ser uma obra tão informativa e com tanto para ser explorado, decidi dividir a resenha de Homeland em duas partes: uma focando exclusivamente a sociedade drow, e a outra mostrando como a trama se desenrola e como Drizzt trilhou o caminho oposto ao dos seus.



A Sociedade Drow

“Posição social: em todo o universo do drow, não há palavra mais importante. É o chamado deles, da nossa religião, o puxar incessante das cordas em nossos corações. A ambição esmaga o bom senso e a compaixão é jogada fora em face a ela, tudo em nome de Lolth, a Rainha Aranha.”

É com essas palavras que Salvatore nos introduz ao universo dos drows e com essas frases ele consegue resumir de maneira bem simples o que devemos esperar dessa trilogia. Até então nenhuma obra tinha explorado os drows de maneira tão profunda e reveladora. Embora Drizzt já tivesse aparecido na trilogia anterior e o leitor já tivesse muitos motivos para admirar aquele drow que caminhava na superfície, é em Homeland, mais especificamente, que entendemos suas escolhas.

Todos os leitores de Forgotten provavelmente já têm alguma noção, mesmo que mínima, do que esperar da sociedade drow. Como se sabe, os drows foram banidos da superfície pelo próprio deus dos elfos, Corellon Larethian, após fazerem um acordo com Lolth em troca de poder para derrotar seus primos. E embora eu tivesse alguma idéia do que seriam os drows quando lia os resumos nos livros de Forgotten a respeito desse povo, eu confesso ter ficado impressionada ao entender o que realmente significava uma sociedade matriarcal, liderada por uma deusa caótica, onde os homens não são nada além do que brinquedos nas mãos das mulheres.

Uma das principais questões que nos faz questionar o universo dos drows é com relação à sua índole natural. Todos os drows são, de fato, inevitavelmente ruins? Será que é o meio no qual vivem que os torna insensíveis e cruéis? Ou será que Drizzt é uma incrível exceção, quase um milagre dentro de uma sociedade tão caótica? Essa questão sem dúvidas gera muita polêmica, se considerarmos um número tão pequeno de exceções. Porém, após o silêncio de Lolth, sabe-se que muitos drows insatisfeitos com sua sociedade abandonaram o Subterrâneo e sua vida submissa para tentar uma vida melhor na superfície, mesmo sob todos os problemas de aceitação e todas as dificuldades que encontrarão. E acredito que o simples fato deles se decidirem por ‘uma vida melhor’, talvez seja um indício de que nem todos os elfos negros estão fadados ao caos e à maldade. Zaknafein, pai de Drizzt, também se questionava a respeito, muitas décadas antes de seu próprio filho:

“Serão todos eles assim?”, ele perguntou dentro de sua sala quase vazia. “Todas as crianças drow possuem tal inocência, com sorrisos simples e intocados que não podem resistir à feiúra de nosso mundo?”

Desde pequenos, os drows aprendem uma versão tão distorcida da verdade que chega a nos revoltar. E o mais absurdo é em como acreditam nela, mesmo tendo evidências para pensar o oposto:

“Uma vez nosso povo andou na superfície (...) em épocas distantes, mais distantes do que as linhagens das grandes casas (...) Nós achamos que os faeries eram nossos amigos, nós os chamávamos de parentes! Mas não podíamos saber, na nossa inocência, que eles eram a personificação da falsidade e do mal. Não poderíamos saber que eles se voltariam contra nós de repente e nos afastariam deles, massacrando nossas crianças e os anciões da nossa raça! (...) Sem piedade, os faeries nos perseguiram pela superfície. Sempre pedimos por paz e sempre fomos respondidos com espadas e flechas mortais! (...) Então encontramos a deusa! (...) Foi ela quem tomou nossa raça órfã para si e nos ajudou a lutar contra nossos inimigos (...)”

“Do primeiro dia que eram capazes de falar, as crianças drow eram ensinadas que o que quer que estivesse errado nas suas vidas era culpa dos elfos da superfície.”

Se você também deixou escapar um riso de incredulidade ao ler essa passagem você certamente não foi o único. Sim, muitos drows, a maioria na verdade, pensam exatamente assim: como injustiçados. São essas idéias que os Mestres e Mestras das escolas de magos, de guerreiros ou de clérigas espalham e afirmam, e são essas as idéias que se tornam a crença de muitos drows. Movidos por elas, os drows serão levados a odiar todas as raças da superfície, em especial os elfos. E acreditem, são muito poucos os drows que realmente sabem a verdade do que aconteceu, e mesmo eles não são capazes de perceber o absurdo dessas idéias. Drizzt e seu pai, Zaknafein, provavelmente são praticamente as únicas exceções desse pensamento, fato esse questionado por Drizzt durante todo o romance. Perguntas como “Por que os drows aceitam essa vida, mesmo sabendo que tudo o que vivem é errado?”, “Será que eles não se sentem vazios, infelizes?”, “Será que nenhum deles deseja mais que poder e status?” são feitas por Drizzt, e por nós, durante toda a história. Perguntas para as quais não há realmente uma resposta.

Outro aspecto interessante é o modo como as relações sociais se dão entre eles. Lolth sem dúvidas não é uma deusa como outra qualquer... e às vezes me levo a acreditar que ela pode não ser muito certa das suas idéias. Isso porque Lolth consegue separar e fazer intrigas entre os próprios drows. A deusa favorece determinadas famílias e desfavorece outras, fazendo com que briguem entre si e eventualmente se destruam. Eu me pergunto: o que alguém ganha fazendo seu próprio povo brigar entre si? E a única coisa que me vem a cabeça é que Lolth definitivamente é louca.

O favor de Lolth também é um fator decisivo para que a vida de um drow e de uma casa prospere. Quando uma família está sob o favor da deusa, ela é capaz de qualquer coisa, assim como essa mesma família seria fatalmente destruída se a deusa não os favorecesse. E sair do favor da deusa é bastante simples, basta que uma das ‘regras’ da sociedade drow seja quebrada.

“Era conhecido por todos que a Matrona Ginafae da Casa DeVir havia caído em desfavor com Lolth, a Rainha Aranha (...) Tal coisa jamais era discutida abertamente entre os drows, mas todos que sabiam esperavam que uma família mais baixa na hierarquia logo investisse contra a enfraquecida casa DeVir.”

Embora haja variação de lugar para lugar, na sociedade drow, os nobres são basicamente os verdadeiros governantes. As famílias drow são encabeçadas pelas matronas, apoiadas por seus descendentes diretos e protegidas por soldados, também considerados membros da família. Essas famílias são ordenadas por poder, sendo que apenas as oito mais importantes podem fazer parte do conselho que dita as ‘regras’ do lugar. E quando falo em ‘leis’ e ‘regras’ entre aspas, é porque as linhas finas que as tornam leis são tão maleáveis quanto uma folha de papel.

Para que uma família que esteja em nona posição passe para a oitava, só existe uma maneira: eliminar uma das famílias que está à sua frente. E embora matar um outro drow seja um crime, essa ‘lei’ pode ser facilmente modificada. Isso porque quando uma família drow elimina a outra, caso não seja deixado nenhum sobrevivente, a família eliminada será tratada como se jamais tivesse existido e a família que a eliminou subirá um nível na escala social. Caso algum sobrevivente seja deixado para trás, ele terá o direito de se vingar, como uma espécie de castigo à família que falhou na eliminação completa de seus inimigos.

“Você ouviu falar do destino da casa DeVir?”, a Matrona Baenre perguntou diretamente (...)
“De que casa?”, Malice questionou propositalmente. Naquele momento, não havia algo como Casa DeVir em Mezoberranzan. Pela tradição drow, a casa não mais existia, ela nunca havia existido.

As relações familiares são praticamente inexistentes. E quando falo praticamente é porque há um ou outro gesto que possa ser considerado ‘afetuoso’, como as exceções do tratamento um pouco ‘menos violento’ de Vierna com Drizzt ou a relação de ‘amizade’ que Drizzt tinha com seu pai, Zaknafein. Não existe mãe ou pai, irmão ou irmã. Dinin (irmão mais velho de Drizzt) logo no começo do livro assassina Nalfein (o irmão mais velho dos três) para tomar seu lugar como ‘Primeiro Filho da Casa Do’Urden’. E dessa forma, ele salva Drizzt da morte. Isso porque todo terceiro filho de uma família drow deve ser dado em sacrifício para a deusa... e isso já é prova suficiente de que as relações entre familiares são quase nulas. Para eles, é algo completamente normal uma filha matar sua mãe ou um irmão matar o outro. Se isso for necessário para que alguém alcance mais poder ou se coloque em favor com Lolth, então será feito.

Os jovens drows de famílias nobre possuem três opções em suas vidas, após completarem determinada idade: Melee-Magthere, a academia para treinar jovens guerreiros durante 10 anos; a Sorcere, para o treinamento de magos e finalmente a Arach-Tinilith, exclusiva às mulheres para que se tornem clérigas de Lolth. Em cada uma dessas escolas, todos desejam destacar-se, e a disputa por poder é ainda maior. Muitos dos estudantes que entram nessas escolas podem jamais sair delas...

A posição dos homens e mulheres na sociedade drow é um assunto à parte. Embora nós vivamos em uma sociedade machista, onde as mulheres são tratadas com certa inferioridade (no que diz respeito à posição social, divisão de tarefas entre outras coisas), na sociedade drow a ponte que separa um homem e uma mulher é muito maior. Os homens são meros objetos para satisfazer as vontades de uma mulher, podendo ser eliminados ou descartados conforme a vontade delas. Eles são literalmente tratados como animais, nem ao menos podendo olhar uma mulher nos olhos se não for designado. Caso façam qualquer gesto considerado rude ou absurdo, eles são brutalmente castigados com o chicote, a arma favorecida de Lolth, ou com alguma punição ainda pior, (como, por exemplo, tornar-se um drider).

Nas relações amorosas, os homens são trocados com a simplicidade de uma roupa. Não existe casamento no mundo drow, apenas uniões temporárias em busca de um bem comum. E se um drow despertar o interesse de mais de uma mulher, ele terá um destino fatal: por mais interessante que qualquer homem seja, ele não vale o esforço de uma disputa, e acaba morto.

“(...)Dê boas vindas, então, ao seu irmão, o mais novo membro da Casa Do’Urden.”
“É só um homem”, Briza comentou em óbvia aversão (...)
“Da próxima vez faremos melhor.”

“Olhe para mim”, Matrona Malice comandou.
Drizzt sentiu-se perdido. Sua tendência natural sempre fora olhar diretamente para uma pessoa com a qual falava, mas Briza não havia gastado seu tempo arrancando esse instinto dele. O lugar de um pagem era a servidão, e os únicos olhos dignos de um pagem encontrar eram os das criaturas que corriam no chão, exceto os olhos de uma aranha, claro (...)
“Olhe para mim!”, sua mãe gritou em um ódio repentino.
Apavorado, Drizzt voltou seu olhar para o rosto dela, que estava com um brilho vermelho agora. No canto de sua visão ele viu a onda de calor de sua mão que balançava, apesar dele não ser tolo o suficiente para desviar do golpe. Ele foi parar no chão, o lado de seu rosto machucado.”

Por todo o livro temos inúmeros exemplos de como as mulheres se impõem de maneira agressiva e controladora, muito além de qualquer homem de nossa sociedade, mesmo os mais machistas. É estranho pensarmos que as mulheres no poder possam ser tão mais cruéis do que os homens, considerando a tendência natural das mulheres em serem mais receptivas e afetuosas, porém se lembrarmos dos meios caóticos de Lolth, talvez isso faça mais sentido. E embora eu acredite que muitos desses homens aceitem de bom grado esse tratamento, receio que a grande maioria simplesmente não têm qualquer escolha. Se considerarmos a retirada de muitos deles do Subterrâneo após o silêncio de Lolth ou então cidades como Sshamath, uma das poucas (senão a única) controlada por homens, percebemos que a obediência dos homens é uma mera questão de falta de oportunidade. E então eu me questiono: será que se a sociedade drow fosse dominada pelos homens, como a maior parte das sociedades, ela seria diferente? Essa é uma questão a se considerar...

O universo drow é rico o suficiente para que muitas outras páginas sejam escritas, mas procurei focar nos principais aspectos de sua sociedade para que vocês possam acompanhar a segunda parte da resenha sobre Homeland tendo em mente todas essas noções.

Forgotten Realms - Home Land - 01 de 03.cbr
Forgotten Realms - Home Land - 02 de 03.cbr
Forgotten Realms - Home Land - 03 de 03.cbr

4 comentários:

Victor disse...

Poutz.... Só no fim de semana que vem pra juntar com o grupo de D&D! Não devia ter lido ainda...
Vontade fdp de rolar os d20!

No mais, valeu pelo trabalho

igor disse...

po to na espera de mais!!!!!!!!! muit bommmmmmm

Anônimo disse...

é..... essa hq realmente ficou muito boa, e o pessoal do grupo lemuria fez muito bem em traduzi-la, inclusive já estão traduzindo a segunda parte da trilogia.

Quanto aos e-books vc os consegue aqui: http://www.portaldetonando.com.br/forumnovo/portal.php

Breno disse...

Cara q demais !!! Ta de parabéns ! Material muito bom !!! Drizzt, o elfo mais foda de todos !!!!