segunda-feira, 2 de julho de 2007

Call of Duty 2 (Análise)


Call of Duty 2 com certeza é um dos melhores games de guerra lançados até o momento. Bastante realista e com muita ação e adrenalina. O jogo mostra os horrores da guerra de uma forma nunca antes vista, também conta com um visual incrível e parte sonora simplesmente fenomenal. A parte multiplayer não fica de lado, aproveitando o melhor de sua jogabilidade em partidas cheias de batalhas em diversos mapas. Estou jogando este game no momento (modo single player) e estou simplesmente adorando este jogo. Sei que ele já é antigo, mas com a chegada do Call of Duty 3, resolvi fazer essa resenha para que quem ainda não jogou fique com curiosidade e jogue.


A jogabilidade de Call of Duty 2 mudou bastante em relação ao primeiro game da série. Tudo está muito mais realista, e por conseqüência disso, mais difícil. Pra começar, não existe mais medidor de energia. Mas como isso funciona? Nesse caso tudo depende do nível de dificuldade escolhido. Você simplesmente vai tomando tiros e recebendo dano, mas nunca fica sabendo exatamente qual é seu estado atual. Você só vai saber quando está mal quando a tela se tornar vermelha e começar a piscar, algo igual ocorre no Gears of War (copiaram do CoD 2). E para poder recuperar a sua vida, você precisa se proteger e esperar a tela voltar ao normal. As seqüências de tiroteio em Call of Duty 2 são simplesmente incríveis, fazendo com que o jogador tenha que pensar em frações de segundo qual é a melhor forma de manter-se vivo! Isso com certeza é uma das principais características deste título, o que promete agradar a maioria dos fãs de games em primeira pessoa (me agradou bastante). Um exemplo interessante é quando é necessário pôr explosivos nos tanques nazistas, e a tiros estão zunindo por toda a parte, o que você faz? Fica parado esperando matar todo mundo e seus aliados morrerem? Ou sai correndo feito louco até o tanque e aciona o explosivo? Eu uso a segunda alternativa, é muito mais emocionante. Não consigo me desvincilhar do estilo "Rambo", sair correndo atirando em quem aparecer na frente! It's cool!!!!


A ação também pode se desenrolar de diversas formas seja a pé ou através de veículos. Você sempre quis controlar um tanque de guerra? Seja bem-vindo, pois aqui isso será possível, mas não pensem que será fácil. Uma cena memorável no game foi em relação à segunda campanha do jogo, que acontece no deserto do Egito. Você está sentado na caçamba de um caminhão do exército, recebendo instruções de um superior seu. Como ele está dizendo coisas importantes, o jogador fica atento à aquela situação e alheio a todas as coisas à sua volta. Acontece que simplesmente do nada surge um caminhão nazista, e bate de frente com seu veículo! A sensação é desesperadora - depois de um barulho enorme, muitos tiros começam a pipocar do seu lado, obrigando-o a procurar um abrigo, para só depois saber exatamente seu objetivo. A seqüência é simplesmente fenomenal e inesquecível.


Agora, o jogo é dividido por campanhas, e em cada uma delas um personagem diferente é usado. A primeira delas é na gelada Rússia, a segunda no deserto do Egito e por aí vai. A graça disso tudo é que como são lugares completamente diferentes, a ambientação muda bastante, conferindo diferentes aspectos até mesmo na jogabilidade, dependendo do lugar. Até mesmo as armas se alternam campanha a campanha, tal como a variedade de ações a serem tomadas em cada missão. O interessante é que entre uma tela de loading e outra, o jogador pode ler o diàrio de seu personagem, o que ajuda ainda mais na imersão do jogo. O fato é que o game é tão realista em suas fases, que algumas pessoas vão até mesmo se sentir mal quando verem novamente algo que seja relacionado à Segunda Guerra Mundial.


E sem dúvidas este é um dos grandes objetivos de Call of Duty 2. Fazer com que o jogador tenha uma vontade incontrolável de jogar devido à qualidade do título, ao mesmo tempo em que torce para que todos os horrores vividos naquele momento acabem logo. São muitos tiros, inimigos por todos os lados, morte e destruição até onde a vista alcança... Tudo isso traz uma carga psicológica muito grande, despertando um certo nervosismo e tensão. Uma coisa impressionante é a quantidade de modelos que o jogo suporta de uma só vez. Com uma infinidade de inimigos vindo a todo o momento, o jogador se sente em uma verdadeira guerra, além do fato já comentado de que é possível enxergar muito longe. Um evento que descreve tudo isso muito bem é a cena do desembarque nas praias da Normandia. São muitos inimigos e aliados na tela, o que acaba deixando o jogador um pouco perdido com tudo aquilo que está acontecendo. Mas não encarem isso como um ponto negativo, afinal, quem não se sentiria perdido em uma guerra?



A parte sonora também merece destaque, é estonteante e talvez seja o aspecto que mais adicione realismo ao game. Gritos, explosões, ricochetes de projéteis, rajadas de tiros... Tudo isso acontece de uma forma ininterrupta transportando o jogador para aquela cena de uma forma fenomenal. A dublagem também é de uma qualidade indiscutível, e todos os soldados falam a todo o momento coisas que estão realmente acontecendo como: "Cuidado, inimigos à direita!"; ou até mesmo, "Isso é por minha esposa! Pela minha filha! E pelo meu cachorro também!".



Apenas uma palavra descreve a sensação de jogar este game: ESTUPEFATO!


*Screens tiradas do jogo rodando no meu pc.

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