quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Fury: O Pacificador

Garth Ennis, abençoado seja, está em seu elemento aqui. O irlandês psicopata está completamente à vontade para falar dos seus assuntos preferidos: guerra, carnificina, desmandos de oficiais de alto escalão, estupidez humana, a proverbial bizarrice inglesa e, claro, formas interessantes de carbonizar pessoas enquanto elas ainda estão vivas.

Ennis finalmente diz a que veio na sua segunda minissérie em parceria com Darick Robertson para o diretor da S.H.I.E.L.D., quando encontramos o jovem Nick Fury ser resgatado no deserto por uma divisão muito suspeita de soldados ingleses.

Liderados por um tal Peter Kynaston e trabalhando infiltrado além das linhas inimigas, esse pequeno e mal ajambrado grupo pratica táticas de guerrilha contra os alemães. O que não deixa de ser uma ironia, por mostrar aqueles que hoje não podem nem ouvir a palavra "terrorismo" (os ingleses), praticamente inventando a matéria.

Ennis equilibra sua narrativa usualmente enxuta com bons diálogos carregados em tom de desabafo político e boas cenas ação no traço do Robertson, que está mandando cada vez melhor, especialmente nas expressões faciais.


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