segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Homem-Aranha One More Day (Completa)

Em rápidas palavras, One More Day começa com a Tia May entre a vida e a morte, baleada por um assassino contratado pelo Rei do Crime, conseqüência direta da revelação da identidade secreta do Homem-Aranha em Guerra Civil. O herói, desesperado, busca ajuda em todos os cantos do Universo Marvel para salvar a vida de sua querida tia. A ajuda vem de um personagem inusitado: ninguém menos que... hahahah, acham que eu vou dizer e revelar o segredo? Nem!

Você provavelmente sabe do que se trata o arco One More Day, e as profundas mudanças que ele traz à vida do Homem-Aranha. Provavelmente, também já deve ter escutado o barulho dos fãs norte-americanos, que já leram um bom pedaço da história e gritam para qualquer um ouvir que este é o novo parâmetro para histórias catastróficas do aracnídeo (e olhe que superar A Saga do Clone não é para qualquer um).

A novidade agora é que, em um texto de seu blog, o roteirista do arco, J. Michael Straczynski, afirmou que nem ele estava muito satisfeito com os rumos dados pela editora para o personagem. Confira:

“Vou ser honesto: houve um momento em que tomei a decisão, e disse a Joe [Quesada, editor-chefe da Marvel Comics], que eu iria tirar meu nome das duas últimas edições de One More Day. Joe acabou me convencendo do contrário, porque no fim das contas, eu não quero sabotar Joe ou a Marvel, e tenho muito respeito por ambos. Sendo além de escritor, um produtor executivo, já tive de insistir com meus roteiristas que fizessem algo que não queriam fazer, às vezes aos berros. Eles tinham certeza de que eu estava errado. Na maioria das vezes, estava certo. Às vezes estava errado. Mas quem quer que sente na cadeira de editor ou de produtor, usa o chapéu pontudo da autoridade, e como uma vez disse Dave Sim[quadrinistas consagrado pelo gibi Cerebus], não dá para discutir com um chapéu pontudo.

Então, no fim das contas, tudo que alguém pode fazer é tentar seu melhor com as cartas que lhe são dadas, e tentar jogá-las de forma profissional... porque, quem sabe, o outro cara pode estar certo. A única coisa que posso mesmo dizer, com absoluta certeza, é que o que Joe faz com o Aranha e com os outros personagens da Marvel é por genuíno amor a eles. Ele não quer sabotar nada, nem irritar os fãs, ele realmente acredita na certeza de seus pontos de vista, não no sentido de ´eu sou o chefe`, mas porque ele ama esses personagens e o Universo Marvel.

E certo ou errado, tem-se que respeitar isso.”

O Homem-Aranha é um super-herói criado por Stan Lee e Steve Ditko em 1962 para a Marvel Comics. Quando o jovem Peter Parker é acidentalmente picado por uma aranha radioativa, ele desenvolve poderes como força e agilidade proporcionais aos dos aracnídeos, além de um “sentido de aranha”, que o alerta quando se encontra em perigo. Após seu tio ser assassinado por um ladrão que ele, por soberba, havia deixado escapar, Peter resolve usar suas habilidades para ajudar a sociedade.


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