quarta-feira, 14 de maio de 2008

Universo DC 0

O Dia do Juízo Final para o Universo DC


Grant Morrison e J.G. Jones comentam a Crise Final

“É o apocalipse. Basicamente é isso. É o dia do juízo final para o Universo DC”.

Grant Morrison

Mundos viverão e heróis morrerão neste conto épico que engloba o início e o final do Universo DC! O Multiverso inteiro é ameaçado quando o misterioso Libra reúne um exército com os mais terríveis supervilões do Universo DC. Mas quais são suas verdadeiras intenções e quem viverá para descobrir?

Assim começa a Crise Final, a Crise definitiva que encerrará para sempre a seqüência de sagas cósmicas da DC. Será que vai?

Arquivos SecretosCrise Final não será de forma alguma um reinício, Morrison não acredita que isso seja novamente necessário: “…isto não vai ser um reinício, é uma grande história que envolverá todo o Universo DC. Pode ser que dela, saiam coisas que mudarão o universo, mas não é um reinicio e não se trata de arrumar falhas de continuidade. É uma história sobre personagens. Trata-se do Universo DC sob a maior ameaça que já se enfrentou. É a aniquilação definitiva de tudo o que se conhecia. Todo mundo vai se surpreender bastante quando vir o que acontecerá com alguns de seus personagens favoritos”.

Enfrentaremos o fim de tudo, e o faremos através dos olhos de novos personagens, e de alguns que vimos uma ou duas vezes apenas em 52, e que servem como referência aos leitores, gente comum com a qual é possível identificar-se em histórias protagonizadas por seres quase divinos.

“Estamos lidando com os deuses malvados, os Novos Deuses e Darkseid, de um jeito que nunca foi visto antes. Descobrimos que todas as experiências anteriores com os Novos Deuses foram alguma forma mascaradas, e nunca vimos os autênticos até agora… e isso é mau. Desta vez vai ser sério. Verdadeiramente mau”. A idéia é que os Novos Deuses que conhecemos já não existem, a guerra entre o bem e o mal já acabou, o mal venceu, e agora vem à Terra para acabar com tudo. Nossos heróis terão que enfrentar Darkseid, em toda sua grandeza, em toda sua pura maldade. E sem a ajuda de Nova Gênese.

Arquivos SecretosJ.G. Jones, responsável pelos desenhos da mini-série, não é um artista muito dado a desenhar histórias em quadrinhos, dedicando-se principalmente à criação de capas. Em seu histórico, encontramos histórias em quadrinhos como Marvel Boy, Viúva Negra e Procurados, bem como as famosas capas de 52. Isto vai mudar com Crise Final, na qual voltará a desenhar os interiores das revistas com maestria. Já em Sete Soldados da Vitória 1 vimos J.H. Williams III falando de quanto era complicado trabalhar num roteiro de Grant Morrison. Agora, cabe a Jones, a responsabilidade de lidar com o roteirista escocês. Jones está trabalhando sem parar… São 32 páginas mais a capa por edição. Não é pouco para um desenhista que não está acostumado com esse volume de trabalho.

Arquivos SecretosA primeira coisa que lhe atraiu para o projeto foi voltar a trabalhar com Morrison, seu roteirista favorito. O desenhista defende que esta Crise é diferente das demais porque se trata de uma história que podia abster-se do rótulo de “Crise”, sem deixar de ser um grande evento. Morrison vinha esperando para contar essa história há muito tempo. Outra diferença é que não aparecerão personagens pelo simples motivo de que “apareça todo mundo”. Em Crise Final haverá muitos personagens, mas porque fazem parte da história, não haverá intervenções gratuitas. Morrison tem tudo muito bem amarrado, apesar de trabalhar com diferentes épocas, diferentes linhas temporárias, e diferentes lugares do Universo DC, tudo são peças de uma mesma história.

Muito do que vimos em Sete Soldados foi um preparativo para a Crise Final, mas claro, é algo que não entenderemos até ler a nova mini-série. “Creio que Grant sempre teve um plano mestre para alguns desses personagens. E só porque nós, simples mortais, não estávamos incluídos nesse plano não significa que não possamos seguir em frente com ele”. De fato Jones diz que vai reler Os Sete Soldados da Vitória para ver como vai encaixar tudo, desde Sete Soldados até Crise Final, passando por 52.

Crise Final lida com muito material do Quarto Mundo de Jack Kirby, tanto como com o resto do Universo DC. Agora mesmo Jones está desenhando um personagem da história em quadrinhos original do Povo da Eternidade. Jones considera que o trabalho de Kirby no Quarto Mundo encontrou um digno herdeiro em Morrison, de quem diz possuir a mesma força e criatividade que teve o Rei em seus dias de glória.

Arquivos SecretosJones está desenhando muitíssimos personagens em Crise Final, inclusive alguns novos. A princípio na edição número 2 aparecem dois novos supergrupos, e ele teve que desenhar 10 novos personagens a toque de caixa. Por sorte Morrison é muito detalhista em suas explicações, o que facilita o trabalho, inclusive ele mesmo esboçou alguns personagens.

Jones está procurando um estilo icônico, muito clássico, para representar a Trindade (Superman, Batman e Mulher-Maravilha. É um estilo que procura impor em toda a obra, tanto no interior como nas capas. Para cada número fará duas capas, “uma muito icônica e a outra, diferente, idealizada por Grant, que implica em menos desenho para mim”. Ao princípio Morrison queria que em cada capa tivesse um personagem diferente sempre na mesma posição, e essa idéia acabou mudando um pouco. Cada capa terá um personagem icônico da DC, como Superman, Lanterna Verde, Batman, etc.

Arquivos SecretosMorrison explica que “DC Universe #0” trará uma boa visão de tudo o que está acontecendo no Universo DC, e conduzirá diretamente para um dos grandes acontecimentos de Crise Final #2. O roteirista não se sente tão preocupado com esta história como esteve com os crossovers que realizou antes, como DC Um Milhão ou a complexa Sete Soldados da Vitória. Neste caso a saga dura aproximadamente um mês e os roteiristas regulares das séries têm a opção, se quiserem, de usá-la em seus argumentos, conforme lhes convenha. Assim os leitores não estão obrigados a seguir a história de um lado a outro. A única coisa que têm de saber é que acontecerá algo cataclísmico.

Arquivos SecretosO roteirista caçoa da reintrodução do personagem Libra, comentando: “Pensei que esse fosse provavelmente o último dos personagens que li quando criança com o qual ainda não havia trabalhado”. Já sério, explica que segue em sua meta de reabilitar e atualizar personagens perdidos para os dias atuais, e este (Libra) é um deles. E que ainda há muito que explicar sobre ele, inclusive sua origem. Também veremos os novos super-heróis japoneses, muitos personagens de Jack Kirby, como a nova versão de OMAC, além de Raiado, o Supergato, Questão, Frankenstein, Mary Marvel… que sempre serão mostrados de uma forma inovadora. Um obscuro e esquecido inimigo do Caçador de Marte terá um papel muito importante na saga. Veremos a batalha definitiva entre Supergirl e Mary Marvel. Também terão um papel importante a Tropa dos Lanternas Verdes, bem como a Trindade. Um dos conceitos criados por Morrison para Crise Final, os “Alpha Lanterns”, foi aproveitado por Geoff Johns para a série do Lanterna Verde.

Arquivos SecretosGrant Morrison e Geoff Johns trabalharão juntos em breve, em algum(ns) dos especiais que serão publicados durante a Crise Final.

Jones despede-se dizendo: “O final vai ser estupendo. Vamos perder pessoas que amamos, e quem sabe encontremos pessoas que acreditávamos ter perdido”.

Morrison por sua vez despede-se dizendo querer que os leitores se envolvam com as histórias em quadrinhos sem idéias preconcebidas, ele quer que os leitores encontrem sempre boas surpresas em suas páginas. “Trabalhamos duro para dar ao Universo DC um tom diferente, e isso é o mais difícil de explicar. Agora mesmo estou trabalhando na edição número 5 e a história segue dando reviravoltas que até eu me surpreendo. Simplesmente estamos tentando fazer a melhor história em quadrinhos da DC que verão este ano!”






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